Que tal começar seu planejamento financeiro?

Comece seu Planejamento Financeiro

Planejamento financeiro é um tema relevante para qualquer um, mas vem ganhando mais força no atual momento de crise que vive o país, em que mais de 1,3 milhão de trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego no último ano, segundo dados do IBGE.

Se você foi demitido ou acha que corre o risco de ser demitido, que tal começar agora o seu planejamento financeiro para se preparar e enfrentar a realidade minimizando o risco de aperto?

Vamos ao nosso passo-a-passo.

Começe seu Planejamento Financeiro

Coloque todos os seus gastos no papel. TODOS. Sem exceção.

Esse é o passo número um para um planejamento financeiro adequado. Coloque em uma planilha todos os seus gastos do mês atual e já previstos para os próximos meses. Anotar em um papel pode ser melhor para algumas pessoas, mas a praticidade de alterar e corrigir de uma planilha é incomparável.

Depois de “planilhar” todos os seus gastos, tente separá-los em 3 categorias: Fixa, Variável, Arbitrária. Na categoria fixa, coloque os gastos que são recorrentes e de valor fixo na maior parte do tempo, como aluguel. Na categoria variável, coloque os gastos que são recorrentes mas têm valor variável, como conta de luz, que varia em função do seu consumo. Na categoria arbitrária, coloque todos os outros gastos.

Mas por que separar os gastos dessa forma?

Essa forma de separar seus gastos tem como objetivo deixar mais claro quais são as contas que você tem mais ou menos manobra para reduzir ou cortar. Nas contas fixas, por exemplo, não há muita possibilidade de reduzir o aluguel (a menos que haja renegociação ou mudança de endereço) ou uma parcela de um financiamento já contratado. Nas contas variáveis, você talvez não possa cortá-las de vez, mas pode atuar para reduzir o consumo, como no caso de contas de luz ou telefone. E as contas arbitrárias, são aquelas que podem ser reduzidas, sem comprometer suas necessidades básicas.

É o único jeito de fazer seu planejamento?

Não, de jeito algum. Há vários jeitos sugeridos por especialistas financeiros para controlar finanças. A forma sugerida aqui é só mais uma delas, mas que tem o objetivo claro de ajudar a verificar onde você pode atuar com mais intensidade.

 É chato de fazer?

Para quem não está acostumado, pode ser chato e trabalhoso no começo. Mas você vai pegando o jeito. E pense sempre no objetivo maior: evitar o risco de aperto financeiro. Ou você acha que fazer uma planilha de gastos é mais chato do que lidar com dívidas e problemas que decorrem delas? Eu prefiro a planilha!

Avalie os gastos que podem ser cortados ou reduzidos

Uma vez organizada a sua planilha de gastos, analise-a com calma. Veja o que pode ser cortado e o que pode ser reduzido. Faça essa análise o quanto antes e tome as providências necessárias para garantir as economias possíveis. Pense neste movimento como aumento da poupança que você precisa como reserva de emergência. Não deixe para fazer isso quando estiver totalmente sem dinheiro ou já endividado. Lembre-se que dívidas geralmente crescem a taxas superiores do que investimentos, porque os juros de dívidas costumam ser muito altos. Então economize o máximo que puder antes de contrair dívidas.

Pense nas suas reservas

Se você está empregado, tente começar ou aumentar ao máximo sua reserva financeira. Especialistas no assunto dizem que uma reserva de 6 meses a 12 meses dos seus gastos é ideal. Como em tempos de crise, a recolocação no mercado tende a demorar mais, quanto mais você puder aumentar sua reserva de emergência, melhor.

Se você foi demitido, agora é hora de começar a usar sua reserva enquanto planeja seu próximo passo profissional, mas lembre-se se começar pelas dicas anteriores e focar em reduzir seus gastos para aumentar o tempo de duração da sua reserva.

Invista com liquidez

Se você já tem e está conseguindo manter uma reserva de dinheiro, busque aplicá-lo em investimentos com retornos reais, mas que sejam de baixo risco e alta liquidez, como fundos referenciados DI ou títulos do Tesouro.

Não deixe seu dinheiro na poupança porque com a alta da inflação, o rendimento real desta aplicação não compensa.

Adie decisões que comprometam muito dinheiro

O atual momento econômico é marcado por inflação, juros altos e deterioração do mercado de trabalho. Se você está empregado, pode correr o risco de ser demitido e se está fora do mercado de trabalho, é difícil prever quando irá se recolocar.

Em momentos como esse, decisões que envolvam muito dinheiro devem ser pensadas com cuidado. Adquirir um bem com um financiamento por exemplo, pode ser arriscado dado os altos juros, além de imobilizar seu patrimônio. Caso você precise do dinheiro, a venda do bem exigiria algum tempo. Ter um filho é outro exemplo de decisão que deve ser bem pensada neste momento, porque envolve dispêndio de tempo e dinheiro.

Pense sempre se não vale aguardar mares mais calmos para tomar sua decisão. Se for algo extremamente relevante e inadiável, pense em apertar o cinto em outras frentes para reduzir seu risco, ok?

O objetivo deste artigo não foi passar uma fórmula mágica sobre finanças, mas descrever passos que podem te ajudar a enfrentar as tempestades de forma mais segura.

E você, já começou seu planejamento financeiro ? Como foi sua experiência? Conta pra gente pelo e-mail contato@fuidemitido.com.br

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